No dia 28 de setembro, durante uma ação da Polícia Civil do Rio de Janeiro, um sargento da PM e um ex-assessor da deputada federal reeleita Talíria Petrone, do PSOL, foram detidos. A operação, que recebeu o nome de NXIVM, executou mandados de prisão e 18 ordens de busca e apreensão contra indivíduos suspeitos de estarem envolvidos em uma rede criminosa voltada à produção de vídeos com exploração sexual de menores. A deputada Talíria Petrone se manifestou em nota, informando que o assessor foi exonerado e ressaltou a importância de que as investigações sejam realizadas de maneira transparente e rigorosa. O jornal Estadão está buscando informações sobre a defesa dos envolvidos. A deputada afirmou: “Fui surpreendida na manhã de hoje com informações sobre a operação da Polícia Civil decorrente de investigações que seguem em curso sobre exploração sexual. Determinei a exoneração do assessor citado no processo, enquanto aguardamos a elucidação dos fatos”. A Secretaria de Estado de Polícia Militar comunicou que a Corregedoria Geral da corporação, através da 4ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar (4ª DPJM), cumpriu o mandado de prisão contra o policial. O sargento é alvo de um inquérito aberto pela 74ª DP (Alcântara). Em nota, a Polícia Militar afirmou que está acompanhando os desdobramentos da investigação para avaliar quais medidas serão tomadas. A corporação também reiterou que não aceita desvios de conduta por parte de seus integrantes e que sempre adota as medidas administrativas e disciplinares necessárias quando irregularidades são constatadas. As investigações tiveram início em julho, após a prisão de um assessor do vereador Professor Túlio (PSOL), em Niterói. Esse indivíduo é suspeito de abusar sexualmente de uma adolescente de 16 anos e de fazer parte do grupo criminoso. A partir da detenção dele, outros membros da rede foram identificados. Na ocasião, os agentes encontraram dois notebooks e celulares na residência do preso. A análise desses dispositivos e imagens de câmeras permitiram que a Polícia Civil avançasse na desarticulação da organização criminosa. De acordo com as autoridades, a investigação revelou uma extensa rede dedicada à produção de vídeos pornográficos com adolescentes, caracterizando um esquema de escravidão sexual. Os autores se autodenominavam “senhores”, enquanto as vítimas eram tratadas como “escravas”. Conforme as apurações, os criminosos gravavam atos de violência sexual e utilizavam essas gravações para ameaçar e torturar as adolescentes, mantendo-as sob controle e sujeitas a novos abusos por meio de chantagens e agressões físicas e psicológicas. O caso chegou ao conhecimento da 74ª DP quando a adolescente, acompanhada pelos pais, denunciou as violências que sofreu. Ela relatou um cenário repleto de humilhações e sofrimento extremo, com graves consequências para sua saúde física e emocional.

Com informações de Estadão

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