Primeiro-ministro britânico Andy Burnham afirmou estar aberto a apresentar um pedido formal de desculpas em nome do Estado britânico pelo papel histórico do Reino Unido na escravidão, mas rejeitou pedidos de reparações financeiras; a declaração pode influenciar negociações sobre redução de dívidas e medidas de apoio a países caribenhos.
Diálogo proposto e rejeição a reparações
Burnham escreveu no jornal The Guardian que a Grã-Bretanha oferece “um diálogo estruturado” com aqueles afetados pelo comércio transatlântico de escravos. No texto, ele rejeitou compensações financeiras e argumentou que o povo britânico atual não pode ser responsabilizado por atos ocorridos sob leis de outra época; o artigo trouxe ainda referências históricas.
Antes da reunião de chefes de governo da Commonwealth, sem data definida em Antígua e Barbuda, o rei Charles afirmou que “é justo reconhecermos o grande sofrimento e as injustiças do passado”, segundo o Agência Brasil. Espera-se que líderes caribenhos pressionem por reduções de dívida, recursos para desenvolvimento e medidas contra mudanças climáticas.
“Ouvir os apelos por um pedido formal de desculpas em nome do Estado britânico será uma parte importante deste processo, e estou aberto a eles”
Cifras históricas e propostas sobre dívida
O texto cita que, no período do comércio transatlântico, pelo menos 12,5 milhões de africanos foram sequestrados e vendidos como escravos; o Banco de Dados do Comércio Transatlântico de Escravos aponta que cerca de 3,2 milhões foram transportados pela Grã-Bretanha. Burnham também propôs lançar uma campanha sobre dívida para ajudar países mais vulneráveis.
O que falta agora é a reação formal dos demais líderes na cúpula, o detalhamento das propostas de alívio de dívida e a definição de medidas práticas. O primeiro-ministro de Antígua e Barbuda, Gaston Browne, recebeu positivamente as declarações e, em publicação no Facebook, afirmou que a posição histórica dos países caribenhos sobre reparações permanece inalterada.
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Perguntas Frequentes
O que Andy Burnham propõe sobre um pedido formal de desculpas?
Andy Burnham propõe que o Estado britânico considere pedir formalmente desculpas pelo papel do Reino Unido no comércio transatlântico de escravos. Ele colocou a iniciativa no âmbito de um “diálogo estruturado” com pessoas e países afetados, segundo o texto publicado no jornal The Guardian.
Quanto Andy Burnham citou sobre o número de africanos sequestrados?
Andy Burnham mencionou que, no período do comércio transatlântico, pelo menos 12,5 milhões de africanos foram sequestrados e vendidos como escravos. O texto também referiu que cerca de 3,2 milhões foram transportados pela Grã-Bretanha, conforme o Banco de Dados do Comércio Transatlântico de Escravos.
Como a posição de Andy Burnham afeta a reunião da Commonwealth?
Andy Burnham colocou o pedido de desculpas e propostas sobre dívida no centro das discussões que antecedem a cúpula da Commonwealth sem data definida em Antígua e Barbuda. A posição deve intensificar pedidos dos líderes caribenhos por reduções de dívida e apoio a desenvolvimento, educação, saúde e clima.



