Ibovespa caiu 13,88% no primeiro pregão após a virada eleitoral e chegou a acumular perda intradiária de 17%, acionando o circuit breaker; o movimento pressiona carteiras e leva investidores a revisar exposições. A tendência de maior aversão ao risco elevou o dólar a R$ 5,40 e fez os juros futuros voltarem à faixa dos 15% ao ano.
Queda e ativação do circuit breaker
A reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para um quarto mandato e a derrota do senador Flávio Bolsonaro (PL) mudaram rapidamente o humor dos investidores, segundo a cobertura original. No primeiro pregão após o resultado das urnas, o índice chegou a cair 17% ao longo do dia e fechou em baixa de 13,88%, informou a matéria.
O câmbio acompanhou a turbulência: o dólar saltou 8% no dia e retornou ao patamar de R$ 5,40, enquanto as taxas de juros futuros nos prazos mais longos subiram cerca de 20%, retornando à faixa dos 15% ao ano, segundo o Banco Central.
Ibovespa caiu 13,88% e registrou queda intradiária de 17%.
Recomendações para montagem de carteira
O analista da Empiricus Matheus Spiess, no podcast Touros e Ursos, defendeu postura de proteção e seletividade, com ênfase em exposição internacional para proteger a carteira em moeda forte. Spiess sugeriu alocar pelo menos 30% em ativos globais — ações estrangeiras, renda fixa internacional e ouro — e até 50% em cenários de inflação descontrolada.
Participantes do programa também listaram destaques: Magazine Luiza (MGLU3), títulos públicos prefixados e NTN-B foram citados entre os piores; ações exportadoras e dólar figuraram entre os positivos. O episódio foi apresentado por Julia Wiltgen e Renan Sousa e serviu para orientar investidores diante da volatilidade.
O que você acha? Você já revisou a alocação internacional da sua carteira? Para continuar por dentro, acompanhe a editoria de Economia.
Perguntas Frequentes
O que provocou a queda do Ibovespa?
Ibovespa registrou forte baixa após a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva e a derrota de Flávio Bolsonaro, o que alterou a percepção de risco dos investidores. No primeiro pregão após o resultado, o índice caiu até 17% intradiário e encerrou com perda de 13,88%.
Quanto subiu o dólar e qual é o novo patamar?
Dólar subiu 8% no dia de maior volatilidade e voltou ao patamar de R$ 5,40, segundo a apuração do mercado citada na matéria. A alta do câmbio acompanhou a fuga de risco e pressionou o custo de ativos e a estratégia de proteção dos investidores.
Como funciona a recomendação da Empiricus para alocar a carteira?
Empiricus, por meio do analista Matheus Spiess, recomendou reforçar exposição internacional como proteção, sugerindo pelo menos 30% da carteira em ativos globais. Spiess citou ações estrangeiras, renda fixa internacional e ouro e admitiu elevar para 50% em caso de inflação descontrolada.



