Cuba avalia como real o risco de invasão da ilha pelo governo de Donald Trump, afirmou o embaixador Victor Manuel Cairo Palomo no Brasil; o diplomata disse que a população está preparada para uma agressão militar e que Havana pede à comunidade internacional oposição a qualquer ataque, o que pressiona voos e o setor turístico.
Declaração do embaixador em Brasília
O representante de Cuba no Brasil, Victor Manuel Cairo Palomo, afirmou que o governo e o povo cubanos não podem ignorar as pretensões dos EUA de uma invasão e que a maioria da população defenderá a soberania. O embaixador qualificou como ridículas as acusações de que Cuba representaria ameaça aos Estados Unidos.
Desde janeiro de 2025, com a volta de Donald Trump à Casa Branca, Washington tem aumentado a pressão contra Havana com novas sanções, incluindo medidas que afetaram o fornecimento de combustível e deixaram Cuba três meses sem receber barris de petróleo, segundo o Agência Brasil.
“O povo cubano se prepara hoje para uma invasão real dos EUA.”
Pressão econômica e ações dos EUA
A Casa Branca classificou Cuba como uma “ameaça incomum e extraordinária” e o secretário do Departamento de Estado, Marco Rubio, elevou o tom contra o governo de Miguel Díaz-Canel. O aperto econômico levou à redução de voos internacionais, à saída de redes hoteleiras e à saída da Visa, afetando o turismo, setor central da ilha.
O embaixador afirmou que Cuba tem problemas internos, mas atribuiu parte das dificuldades ao bloqueio econômico. Em declarações recentes, Donald Trump chegou a afirmar que teria a “honra de tomar Cuba” e disse que os Estados Unidos poderiam “cuidar de Cuba” após lidarem com outras crises; a Justiça dos EUA decretou neste mês a prisão do ex-presidente Raúl Castro.
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Perguntas Frequentes
O que Cuba avaliou sobre o risco de invasão pelos EUA?
Cuba afirmou que o risco de invasão pelos Estados Unidos é real, segundo o embaixador Victor Manuel Cairo Palomo. O representante disse que o governo e a população estão preparados para uma agressão militar e pediu que a comunidade internacional não aceite nem normalize qualquer ação bélica.
Como a pressão dos EUA afeta a vida em Cuba e brasileiros?
Cuba informou que as sanções desde janeiro de 2025 reduziram o fornecimento de combustível e afetaram voos e turismo, setor essencial da ilha. A situação levou à saída de empresas hoteleiras e de serviços de pagamento, o que pode complicar viagens e negócios de brasileiros que atuam ou visitam a região.
Quais são os próximos passos e o que falta confirmar sobre a ameaça?
Cuba declarou a avaliação do risco por meio do embaixador, mas não há confirmação de ação militar por parte dos Estados Unidos. A situação depende de decisões políticas e de sanções em curso, enquanto Havana pede apoio internacional para evitar qualquer agressão.



