Universidade Federal Fluminense convocou um ato estudantil em 5 de outubro que reuniu centenas de pessoas em Niterói e originou uma mobilização que se espalhou por outras cidades; a ação canalizou a angústia com o resultado do primeiro turno e levou estudantes às ruas em defesa da democracia e da educação pública.
Convocação e passeata em Niterói
O protesto foi publicado nas redes pelo Centro Acadêmico Evaristo da Veiga e pela Associação Atlética Acadêmica Camillo Guerreiro, ambos do curso de direito, e começou na reitoria da UFF, no bairro de Icaraí, com retorno à Faculdade de Direito, no Ingá. A caminhada ocorreu em uma chuvosa noite de segunda-feira e envolveu moradores e transeuntes.
O ato foi gestado na noite de domingo (4), diante do resultado eleitoral: o senador Flávio Bolsonaro (PL) tinha recebido 47% dos votos válidos, e o presidente Luiz Inácio Lula, agora reeleito, 45%; segundo o TSE, o placar motivou preocupação entre os estudantes, que citavam propostas de mudança na gestão das universidades.
“Ele tinha como proposta tirar as universidades do Ministério da Educação e passar para o de Ciência e Tecnologia, que tem menos verbas”.
Da noite para o dia
Na noite da apuração, os universitários se articularam e decidiram convocar o ato para a segunda. Outros cursos aderiram, a bandeira do Direito Antifascista foi aberta e a participação cresceu muito além do previsto, segundo relatos de diretores do centro acadêmico.
A mobilização daquele dia ganhou tração ao longo da semana: na quarta-feira (7), estudantes do Rio fizeram nova passeata no centro, e protestos semelhantes ocorreram em cidades como Brasília, onde multidões se reuniram na Esplanada dos Ministérios. A sequência passou a integrar uma campanha popular focada em reverter o resultado eleitoral, incluindo estratégias para angariar votos nulos e atrair eleitores que não tinham ido votar.
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Perguntas Frequentes
O que foi o ato da Universidade Federal Fluminense?
Universidade Federal Fluminense realizou uma convocação feita por grupos do curso de direito que resultou em uma passeata em Niterói na noite de 5 de outubro. A manifestação reuniu centenas e teve a defesa da democracia e da educação pública como principais bandeiras.
Quando a mobilização da Universidade Federal Fluminense começou?
Universidade Federal Fluminense iniciou a articulação na noite de domingo (4) e promoveu o ato no dia 5 de outubro, após o primeiro turno das eleições. Nos dias seguintes, a mobilização se espalhou e novas passeatas ocorreram, inclusive no centro do Rio e em Brasília.
Como a mobilização da Universidade Federal Fluminense se expandiu pelo país?
Universidade Federal Fluminense viu a iniciativa inspirar estudantes em outras instituições, que organizaram passeatas ao longo da semana. A sequência incluiu manifestações em capitais e a formação de uma campanha popular voltada a tentar reverter o resultado eleitoral, buscando votos nulos e eleitores abstenhos.



