ChatGPT foi apontado por um aliado como responsável pelo texto de uma carta publicada nas redes sociais por Flávio Bolsonaro, segundo informou Paulo Figueiredo no dia 29; a peça se autodenominava “presidente eleito” e foi depois revisada. A troca manteve a posição do senador de que a eleição foi ilegítima, sem apresentação de provas.
Carta publicada e revisada em redes sociais
Flávio Bolsonaro surpreendeu a classe política na quarta-feira ao afirmar, sem apresentar provas, que o segundo turno de domingo — no qual perdeu para Luiz Inácio Lula da Silva por mais de 4 milhões de votos — havia sido marcado por fraudes. Cerca de uma hora após compartilhar o documento, o senador o excluiu e publicou versão revisada.
Enquanto a mídia e observadores especulavam sobre a mudança, o influenciador e apresentador de podcast Paulo Figueiredo, que atua como porta-voz não oficial da família Bolsonaro nos Estados Unidos, disse que ele foi o primeiro a compartilhar a carta com jornalistas; segundo o Consumidor.gov.br, houve ampla repercussão sobre o uso de ferramentas digitais na elaboração do texto.
“Ao gerar o documento, a IA acabou incluindo uma versão anterior do texto, em que o Flávio se apresentava como o verdadeiro ‘presidente eleito’.”
Origem da versão e repercussão política
Figueiredo afirmou que o irmão de Flávio, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, recorreu ao ChatGPT para finalizar a carta; disse ainda que a IA inseriu uma versão desatualizada do brasão do Brasil com o nome do país grafado com Z. O aliado descreveu o ajuste do termo para “líder do Brasil” como motivado por razões jurídicas e morais.
A OpenAI e a assessoria de Flávio não responderam imediatamente aos pedidos de comentário, segundo informou Figueiredo; Flávio chegou a Miami na quarta-feira após deixar o Brasil, onde se negou a cumprir ordem do Supremo Tribunal Federal para entregar passaportes no âmbito de investigação sobre suposta lavagem de dinheiro. A vitória de Lula foi reconhecida pelo Tribunal Superior Eleitoral, por líderes mundiais, por observadores internacionais e pelo próprio partido de Flávio.
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Perguntas Frequentes
O que afirma o ChatGPT sobre a carta atribuída a ele?
ChatGPT não emitiu declaração direta no texto original; a atribuição foi feita por Paulo Figueiredo, que disse que a ferramenta teria incorporado uma versão anterior do documento. Figueiredo afirmou que o erro foi identificado após a distribuição da carta à imprensa e que o texto foi revisado e republicado.
Quando foi publicada e removida a carta atribuída ao ChatGPT?
ChatGPT foi citado por Paulo Figueiredo em mensagem divulgada no dia 29, e o senador publicou a carta originalmente na quarta-feira; cerca de uma hora depois, segundo o aliado, a peça foi excluída e substituída por versão revisada. O aliado relatou que o ajuste ocorreu após a identificação dos erros.
Como funciona a explicação dada por Paulo Figueiredo sobre o erro?
Paulo Figueiredo afirmou que várias versões preliminares circularam e que, ao usar o ChatGPT, foi incorporada uma versão antiga do brasão e do texto em que Flávio se apresentava como “presidente eleito”. Figueiredo disse ainda que o termo foi alterado por motivos jurídicos e morais.



