Campanha criminosa usa sites comprometidos e brechas já conhecidas para infectar iPhone e celulares Android, em uma ação que rouba senhas, dados de navegação e chaves de carteiras de criptomoedas; a consequência prática é que usuários com sistemas desatualizados ficam mais vulneráveis e devem atualizar sistema e aplicativos para reduzir o risco.
Sites legítimos foram comprometidos
Os relatórios citam invasão de portais de notícia, sites militares, plataformas que usam PrestaShop e pacotes distribuídos pelo npm como frentes de infecção. Pesquisas da Sekoia, Report URI, iVerify e Zimperium detalham que o comprometimento temporário de um serviço de análise web contribuiu para a distribuição dos códigos maliciosos.
A campanha também se valeu de domínios expirados ligados a servidores de publicidade e estatísticas que foram recomprados, o que fez com que páginas que ainda carregavam esses códigos passassem a redirecionar visitantes a kits de exploração conhecidos como Coruna e DarkSword. Os especialistas afirmam que os alvos principais eram dispositivos com sistemas desatualizados.
Milhares de sites passaram a exibir códigos maliciosos que redirecionavam visitantes para kits de exploração.
Vetor: serviços de análise e domínios
O mapeamento aponta como vetor de destaque o comprometimento temporário do serviço Plerdy SEO Tracker, que levou milhares de páginas a exibir códigos maliciosos. Também houve uso de domínios expirados e de pacotes npm; esses caminhos permitiram a entrega automática dos exploits a visitantes dos sites afetados.
Nos iPhones, a infecção explorou falhas em versões anteriores ao iOS 18, permitindo acesso a mensagens, histórico, fotos, arquivos do iCloud Drive e credenciais de carteiras como Binance, Coinbase e Trust Wallet. No Android os ataques miraram falhas no Chrome para executar código remoto e extrair senhas e históricos de navegação.
O que você acha? Você já atualizou o sistema do seu celular após saber da campanha? Para continuar por dentro, acompanhe a editoria de Tecnologia.
Perguntas Frequentes
O que a Campanha criminosa fez para invadir celulares?
Campanha criminosa comprometeu sites legítimos, serviços de análise e domínios expirados para entregar kits de exploração como Coruna e DarkSword. Os ataques exploraram vulnerabilidades já conhecidas e atingiram sobretudo dispositivos com sistemas operacionais e navegadores desatualizados.
Como os usuários devem se proteger e atualizar dispositivos contra a Campanha criminosa?
Campanha criminosa tem como vetor sites e serviços terceiros; a proteção passa por manter o sistema operacional e os aplicativos atualizados com os últimos patches. Atualizações dos fabricantes e patches de segurança para navegadores reduzem a janela de exposição a exploits automatizados.
Por que a Campanha criminosa teve êxito em tantos sites e dispositivos?
Campanha criminosa obteve êxito ao combinar invasão de portais, comprometimento do Plerdy SEO Tracker, compra de domínios expirados e uso de pacotes npm para distribuir código malicioso. Essa cadeia permitiu redirecionamentos a exploits e atingiu usuários que operavam sistemas e navegadores sem as correções disponíveis.



