A Anvisa anunciou, nesta quinta-feira (29), a aprovação de cinco novas canetas injetáveis, que contêm as substâncias liraglutida e semaglutida, usadas para o tratamento de diabetes e obesidade. Essa decisão é reflexo da expiração das patentes dessas drogas, o que permitiu uma maior oferta desses medicamentos nas farmácias brasileiras. Com as novas aprovações, o total de canetas autorizadas pela agência em 2026 alcança a marca de 20. As canetas aprovadas são as seguintes: Aribet (liraglutida), destinada ao controle do diabetes; Lyrza (liraglutida) e Wylovol (liraglutida), ambas voltadas ao tratamento da obesidade, em combinação com atividades físicas e mudanças alimentares; Embeltah (semaglutida), indicada para diabetes; e Sevema (semaglutida), também voltada para diabetes. As aprovações foram registradas no Diário Oficial da União e os registros foram concedidos a diferentes empresas, incluindo a Farma Vision Importação e Exportação de Medicamentos Ltda., que fabrica as canetas Lyrza e Wylovol pela Biocon, na Índia, e a Dr. Reddy’s Farmacêutica do Brasil Ltda., responsável pela produção de Embeltah. A Anvisa destacou que a prioridade na avaliação dessas canetas foi uma solicitação do Ministério da Saúde, visando assegurar um adequado abastecimento do mercado nacional e atender às necessidades futuras do SUS. Essa expansão no mercado é também um reflexo dos investimentos da indústria farmacêutica indiana em medicamentos que utilizam peptídeos. A consultoria Grand View Research estima que o mercado indiano desses tratamentos movimentou cerca de US$ 1,13 bilhão em 2025 e poderá chegar a US$ 2,65 bilhões até 2033. Além disso, com a aprovação dessas novas opções, o Brasil passa a contar com mais alternativas de canetas fabricadas na Índia. Anteriormente, apenas a caneta Semavy, produzida pela Sun Pharmaceutical Industries e registrada pela Cosmed, estava disponível. A OneSource Specialty, produtora das canetas Embeltah e Sevema, anunciou um investimento de aproximadamente US$ 100 milhões para aumentar sua capacidade de produção de medicamentos injetáveis complexos.
Com informações de Saude.abril