Vale (VALE3) informou que, por meio de contratos de transporte de longo prazo, operações de hedge e ajustes operacionais, conseguiu evitar cerca de US$ 3 bilhões em custos ao longo de 2026; a companhia espera que a pressão sobre custos perca força no quarto trimestre de 2026, o que tende a reduzir o impacto nos resultados.
Proteções marítimas evitaram US$ 3 bilhões
A administração explicou o uso de ferramentas financeiras e ajustes operacionais durante teleconferência com o mercado realizada na sexta-feira (30). A empresa disse que combina contratos de longo prazo, FFAs e operações de hedge para limitar a exposição à volatilidade do frete e do petróleo.
O frete marítimo reportado pela companhia ficou em US$ 22,80 por tonelada, caindo para US$ 21,40 por tonelada quando considerados os efeitos de caixa das operações de hedge; o custo all-in foi de US$ 60,40 por tonelada e recuou para US$ 59 com as proteções, segundo o Banco Central.
“Nosso foco não é simplesmente produzir mais toneladas, mas entregar os volumes certos, com o custo e a qualidade certos, para maximizar a criação de valor.”
Hedge contra petróleo e câmbio
A Vale informou que, para o quarto trimestre de 2026, cerca de 70% da exposição prevista ao petróleo já estava protegida a um preço médio próximo de US$ 79 por barril, e que para 2027 a cobertura alcançava cerca de 67% a US$ 78 por barril. A empresa também reportou posições protegidas em câmbio.
Para o 4T26 eram aproximadamente US$ 700 milhões em exposição cambial coberta, com taxa média próxima de R$ 5,80 por dólar; para 2027 a proteção abrangia cerca de US$ 5 bilhões a uma taxa média de R$ 5,70. O programa de hedge gerou US$ 249 milhões em benefícios de caixa no 3T e US$ 702 milhões nos nove primeiros meses.
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Perguntas Frequentes
O que a Vale afirma sobre as economias alcançadas em 2026?
Vale informa que a combinação de contratos de longo prazo, FFAs e operações de hedge no petróleo e no frete marítimo proporcionou uma economia de aproximadamente US$ 3 bilhões em 2026. Esses instrumentos geraram US$ 249 milhões no 3T e US$ 702 milhões nos nove primeiros meses, e a companhia relaciona ganhos à eficiência logística.
Quanto a Vale registrou no frete e no custo all-in após as proteções?
Vale registra frete marítimo em US$ 22,80 por tonelada, que cai para US$ 21,40 quando considerados os efeitos de caixa das operações de hedge e dos FFAs. O custo all-in foi de US$ 60,40 por tonelada e recuou para US$ 59 por tonelada, contribuindo para a economia total estimada.
Como a Vale projeta a proteção para o 4T26 e para 2027?
Vale informa que cerca de 70% da exposição prevista ao petróleo para o 4T26 estava protegida a um preço médio próximo de US$ 79 por barril, e que para 2027 a cobertura era de cerca de 67% a US$ 78. A companhia também manteve proteção cambial de aproximadamente US$ 700 milhões para o 4T26.



